Segundo
a polícia, homem é investigado pelas mortes de
três jovens, em 30 dias, e foi preso no sábado
(29/5), em Curitiba

O
homem suspeito de matar e roubar três homens
gays, em Curitiba e em Santa Catarina, foi preso,
no sábado (29/5), segundo a Polícia Civil. A
prisão ocorreu em uma pensão, em Curitiba, no
Capão Raso.
De
acordo com a Divisão de Homicídios e Proteção
à Pessoa (DHPP), José Tiago Correia Soroka
é um serial killer.
Após
ouvir o acusado, ele disse que sempre agia do
mesmo modo. Se a vítima reagisse, relutasse, ele
a esganava até a morte. A questão da data, dos
últimos assassinatos terem sido às
terças-feiras, foi uma coincidência mas que ele
tinha sim o objetivo de praticar um crime por
semana.
O
primeiro jovem foi morto no dia 16 de abril em Abelardo
Luz (SC). Os outros dois em 27 de abril e 11
de maio em Curitiba.
Soroka
conheceu às vítimas em um app de encontros e
disse que os crimes não foram motivados por
homofobia. Mas o delegado disse que em depoimento
há indícios de motivação por ódio.
O
suspeito disse que usava o dinheiro roubado das
vítimas após o roubo para compras
drogas.
Conforme
as investigações, os policiais identificaram o
suspeito através de uma quarta vítima, que
sobreviveu, e com ajuda de câmeras de
monitoramento.
Segundo
a DHPP, o homem não chegava a ter relação
sexual com as vítimas.
José
Tiago estava foragido no Paraná e em Santa
Catarina. Para a DHPP, ele é considerado um
assassino em série e tem perfil de
psicopata.
Segundo
a polícia, a vítima que sobreviveu sofreu a
tentativa de homicídio no dia 11 de maio, no
Bigorrilho, foi importante nas
investigações.
O
perfil das vítimas era sempre o de jovens gays,
que moravam sozinhos. José Tiago, segundo a DHPP,
marcava os encontros por aplicativos de
relacionamento e, ao chegar, esperava o momento
certo para agir.
Segundo
a delegada, o suspeito ia até a casa das
vítimas, pegava a pessoa desprevenida e, em
seguida, dava um mata leão, a sufocava com
travesseiro ou coberta e levava os pertences da
vítima após o assassinato.
A
polícia informou que ainda não sabe o motivo dos
crimes. Para a DHPP, os crimes podem se tratar de
latrocínio (roubo com morte), porque o rapaz
rouba computadores e celulares das vítimas.
Atualmente,
o suspeito morava em Almirante Tamandaré, na
Região Metropolitana de Curitiba (RMC). Ele saiu
do emprego que trabalhava em março, conforme a
polícia.
A
polícia descobriu que José Tiago tem dois
filhos. Ele tem passagem por roubo, em 2015 e
2019, e também uma medida protetiva por uma
ex-namorada.
Segundo
a delegada do caso, Camila Cecconello, a polícia
recebeu a informação da localização do
suspeito na noite de sexta-feira (28/5) e passou a
monitorar a pensão. O suspeito não resistiu à
prisão.
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