Fuad
Noman, prefeito reeleito de Belo Horizonte, morre aos 77 anos
Político
estava internado desde 3 de janeiro, tratando um
quadro de pneumonia e faleceu na quarta-feira,
26/3
O
prefeito de Belo Horizonte, Fuad Noman (PSD),
morreu aos 77 anos nesta quarta-feira, 26/3. Um
boletim médico divulgado na manhã desta
quarta-feira (26), informava que ele tinha
sofrido, durante a madrugada da última
terça-feira, 25/3, uma parada
cardiorrespiratória e precisou ser reanimado.
A
morte foi confirmada na manhã de hoje, por meio
de nota da Prefeitura da capital mineira.
Ele
estava internado na Unidade de Terapia Intensiva
(UTI) do Hospital Mater Dei desde 3 de janeiro,
quando deu entrada com quadro de insuficiência
respiratória aguda grave.
Nos
meses em que passou internado, o prefeito
apresentou melhora, chegou a ter alta da Unidade
de Terapia Intensiva (UTI), em 29 de janeiro, e
realizava processo de retirada da ventilação
mecânica e programa de reabilitação
fisioterapêutica motora e respiratória.
Fuad
Jorge Noman Filho nasceu em 30 de junho de 1947,
em Belo Horizonte.
Noman
era Bacharel em Ciências Econômicas pelo Centro
de Ensino Unificado de Brasília (Ceub) e
pós-graduado em Programação Econômica e
Execução Orçamentária.
Seu
trabalho no serviço público começou como
funcionário de carreira do Banco Central.
Posteriormente, trabalhou no Tesouro Nacional.
No
governo do presidente Fernando Henrique Cardoso
(PSDB), foi secretário executivo da Casa Civil,
de 1996 a 1997.
Entre
1996 e 2002, foi presidente da Brasilprev Seguros,
do Banco do Brasil.
A
partir de 2003, assumiu a Secretaria da Fazenda de
Minas Gerais, no governo de Aécio Neves (PSDB).
Depois,
em 2007, migrou para a Secretaria de Transportes e
Obras do estado, ficando até 2010.
Já
no governo de Antônio Anastasia, então no PSDB,
assumiu a presidência da Companhia de Gás de
Minas Gerais (Gasmig), entre 2011 e 2012.
Além
disso, esteve nas secretarias extraordinárias de
Copa do Mundo e Coordenação de Investimentos do
estado.
Na
Prefeitura de Belo Horizonte, foi secretário
municipal da Fazenda, na administração de
Alexandre Kalil (Republicanos).
Eleições
Em 2020, concorreu a vice na chapa de Kalil, sendo
eleito. Em 2022, com a renúncia do prefeito para
disputar o governo mineiro, assumiu o Executivo
municipal.
Na
eleição do ano passado, foi reeleito em segundo
turno, com 670.574 votos (53,73% dos votos
válidos), derrotando Bruno Engler (PL).
Entre
2003 e 2017, foi filiado ao PSDB. Em 2020, migrou
para o PSD, seu partido até então.
Literatura
Além
de político e economista, Fuad também foi
escritor.
Ao
longo da vida, escreveu três livros: “O amargo
e o doce” (2017), “Cobiça” (2020) e “Marcas
do passado” (2022).
Em
sua descrição como autor, diz que ingressou na
literatura “para não permitir que sua
trajetória profissional, ligada à área
financeira, dominasse sua paixão pela poesia do
cotidiano das pessoas simples, de suas amarguras e
de seus amores”.
Em
julho de 2024, Fuad anunciou que estava em
tratamento contra um câncer linfático.
Na
ocasião, o prefeito afirmou que descobriu o
linfoma durante exames de rotina, que já havia
passado por um procedimento cirúrgico
bem-sucedido e que havia dado início ao
tratamento.
Em
novembro, ele foi internado e passou cerca de 15
dias no hospital, após sentir dores nas pernas,
que de acordo com a prefeitura, era “efeito
colateral do tratamento para o câncer”,
encerrado em outubro.
Em
18 de dezembro, o prefeito não compareceu à
cerimônia de diplomação da reeleição por
questões de saúde. Um dia depois, ele foi
internado por um quadro clínico de diarreia e
desidratação. Fuad recebeu alta médica em 23 de
dezembro.
Além
disso, o chefe do Executivo municipal também não
esteve presente na cerimônia de posse, realizada
em 1º de janeiro.
Na
ocasião, o vice-prefeito de Belo Horizonte,
Álvaro Damião (União), foi responsável por ler
o discurso de posse do prefeito. Fuad participou
do evento de posse remotamente, seguindo
recomendações médicas.
Ele
voltou a ser internado em 3 de janeiro com um
quadro de insuficiência respiratória aguda.