O nome de Esdras Jônatas dos
Santos voltou às manchetes
nesta semana, mas por um motivo
drasticamente diferente da
badalação que o cercava anos
atrás. O empresário, que ficou
marcado na memória social de
Belo Horizonte como um
freqüentador assíduo da extinta
boate
Josefine,
na Savassi, foi preso na última
quinta-feira, 9/4, pelo serviço
de imigração dos Estados Unidos,
o Immigration and Customs
Enforcement
(ICE).
Do "fervo" ao banco dos réus
Entre os anos de 2010 e 2015,
Esdras era presença garantida na
área VIP da Josefine, então o
epicentro da vida noturna
LGBTQIA+ e de luxo na capital
mineira. Na época, mantinha um
relacionamento público com um
cabeleireiro de renome em BH e
circulava com desenvoltura entre
a elite social da cidade.
Entretanto, o perfil de "bon
vivant" deu lugar ao de
militante radical após as
eleições de 2022. Esdras
tornou-se uma das faces mais
visíveis dos acampamentos em
frente ao Comando da 4ª Região
Militar, em BH, onde foi filmado
chorando e confrontando agentes
da prefeitura durante a
desmobilização das estruturas.
Diferente de quando ostentava em
festas, a situação atual de
Esdras é crítica. Ele foi
condenado pelo Supremo Tribunal
Federal (STF)
por seu envolvimento direto no
financiamento e organização de
atos antidemocráticos. Com o
passaporte cancelado por ordem
judicial e as contas bloqueadas,
o empresário fugiu para os EUA
em janeiro de 2023, onde vivia
de forma clandestina.
A prisão ocorreu em Moore Haven,
na Flórida. Segundo informações
do Portal UOL, ele está detido
no Glades County Detention
Center.
Embora o ICE não detalhe os
pormenores da custódia, o status
de Esdras como condenado pela
justiça brasileira acelera os
trâmites para uma possível
deportação. As
autoridades brasileiras já
trabalham na cooperação
internacional para garantir que
o empresário retorne ao país
para cumprir sua pena.
O caso encerra um ciclo de quase
uma década: de ícone das noites
de BH a um dos alvos principais
da justiça brasileira no
exterior.

