Bombeiros
de MG confirmam 10 mortos em queda de paredão em Capitólio
Quatro
embarcações foram atingidas. Ao todo, 27 pessoas
já foram atendidas e liberadas; ao menos quatro
seguem internadas
Um
deslizamento de pedras no Lago de Furnas,
em Capitólio (MG), a cerca de 300 km de Belo
Horizonte, atingiu quatro embarcações, com pelo
menos 34 pessoas, no sábado, (8/1), e causou sete
mortes.
Um
vídeo mostra o momento em que um dos cânions
atinge as lanchas
Veja
o que se sabe até agora:
O
deslizamento ocorreu por volta de 12h30.
Ainda
não se sabe o que causou o acidente
Quatro
embarcações foram atingidas, segundo os
bombeiros dez pessoas morreram.
Ao
menos 4 seguem internadas
Uma
equipe de mergulhadores está no local e não há
previsão de término das buscas (elas foram
suspensas durante a noite e serão retomadas no
domingo) 27 pessoas foram atendidas e
liberadas
A
primeira informação dos bombeiros dava conta de
20 desaparecidos, mas o número foi atualizado
para 3
Bombeiros
e Polícia Civil estão no local; a Marinha foi
acionada e vai investigar a causa
Defesa
Civil havia emitido um alerta sobre chuvas
intensas na região com possibilidade de
"cabeça d'água"; Marinha também
investiga por que os passeios foram mantidos
Lugar
turístico
A
região de Capitólio e outras cidades banhadas
pelo Lago de Furnas, no Centro-Oeste de Minas, é
bastante procurada por turistas por sua beleza
natural.
Assim
como outras partes do estado, a região tem sido
atingida pelas chuvas recentes: na sexta-feira (7/1),
o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) havia
emitido um alerta de chuvas intensas, que durariam
até a manhã deste sábado.
No
sábado (8/1), Defesa Civil de Minas Gerais havia
feito um alerta sobre chuvas intensas e a
possibilidade de ocorrências de "cabeça
d'água' em Capitólio, mas não há confirmação
que essa foi a causa do acidente. A Marinha disse
que investiga o motivo de os passeios serem
mantidos.
O
porta-voz do Corpo de Bombeiros de Minas, Pedro
Aihara, explicou que a formação rochosa do local
é do tipo sedimentar, o que torna as estruturas
dos paredões frágeis, e a quantidade de chuvas
agravou a situação por acelerar a erosão.